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Bolsa sobe perto dos 5% e dólar mantém a queda

 

A Bovespa cravou ontem alta de 4,78%, fechando nos 57.956 pontos, com o volume financeiro do pregão batendo nos R$ 10,3 bilhões. Foi o maior ganho percentual diário desde o salto de 5,1% registrado em 9 de agosto de 2011. Ao mesmo tempo, o dólar caiu 1,27%, a R$ 2,39 na venda, após alcançar R$ 2,38 na mínima da sessão.


A alta da Bolsa foi turbinada pelo forte avanço de ações da Petrobras e de bancos, em meio à repercussão da pesquisa Sensus que mostrou o candidato do PSDB, Aécio Neves, liderando o segundo turno da corrida presidencial contra a presidente Dilma Rousseff (PT). O Ibovespa ainda refletiu a valorização de quase 5% dos papéis da Vale, reagindo a dados de setembro do comércio exterior chinês e à elevação dos preços de minério de ferro na China.

As ações da Petrobras reagiram logo na abertura e mantiveram-se entre as maiores altas do índice, chegando a subir mais de 11% na máxima. Operadores também citaram cobertura de posições vendidas mirando o exercício de contratos de opções sobre ações, na próxima semana. Na quarta-feira acontece vencimento das opções sobre o Ibovespa e do índice futuro.

Em nota a clientes antes da abertura, o analista Marco Aurélio Barbosa, da CM Capital Markets, alertou que esta semana tem pesquisas Vox Populi, Ibope e Datafolha que, somadas com o debate entre os dois presidenciáveis hoje na TV, vão canalizar as atenções do mercado.

No mercado de câmbio, a queda do dólar no exterior também ajudou o mercado brasileiro na sessão de ontem, após autoridades do Federal Reserve terem afirmado no fim de semana que, dependendo da economia global, o banco central norte-americano pode demorar mais para que os juros sejam elevados. Juros mais altos nos EUA poderiam atrair à maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em outros países, como o Brasil.

"As preocupações com a fraqueza do crescimento global progrediram ao ponto em que estão começando a beneficiar os mercados emergentes de câmbio e juros", escreveram analistas do Credit Suisse em nota a clientes, explicando que isso se deve às demonstrações de que o Fed está atento à "desaceleração na Europa e seu impacto sobre o dólar".

A tônica entre os operadores, porém, é o entusiasmo com a situação do candidato tucano na corrida presidencial. "Cada vez mais, está ficando aparente que Aécio está chegando ao segundo turno em uma posição relativamente boa", diz o economista da Lerosa Investimentos Carlos Vieira, comentando a pesquisa Sensus. "É uma questão de expectativas. Mesmo se a pesquisa não for muito precisa, as chances de ele (Aécio) ter ganhado força aumentaram", afirmou o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira, para quem o mercado de câmbio deve continuar volátil nas próximas semanas, ainda sensível à corrida eleitoral. 

Fonte: Diário do Comércio