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Comércio encerra vendas de Natal com otimismo

Com a chegada de janeiro, o empreendedor já consegue ter uma possível base de como foi o fechamento de vendas do Natal. Seguindo o fluxo de aquisição dos clientes que se deu durante o ano de 2016, foi possível perceber uma mudança no perfil de consumo. Apesar de algumas baixas, os comerciantes enxergaram com otimismo as vendas realizadas no mês.
No segmento dos calçados não foi diferente. Para Davis Fernando Ornagui, que é gerente da Jô Calçados, em comparação ao quadro atual o ano foi excelente para o setor. “Nós fomos muito bem no ano 2016, principalmente nas compras através do carnê próprio da loja. Observamos um aumento de 14% em nossas vendas, a equipe bateu metas e excedeu nossas expectativas. As maiores vendas foram no pré-Natal”, explica Ornagui.
Na loja Fargos, por exemplo, a gerente Marlene Conceição Magro Valentim apontou um pequeno aumento nas vendas em comparação do mesmo período em 2015. “As vendas foram boas e dentro de nossas expectativas, principalmente na semana que antecedeu o Natal. Tivemos um aumento de 5% se comparado a 2015”, conta a gerente.
As expectativas no ramo da moda íntima também foram alcançadas. Na Íntima Lingerie, segundo Renata Cristina Bonin que é gerente da loja, houve um aumento de 2% em relação a 2015. “As vendas foram ótimas, mantivemos o aumento do ano retrasado. Em comparação aos demais meses, dezembro é sempre melhor”, acrescenta Renata.
O Sindicato de Comércio Varejista de Limeira (Sicomércio), explica que segundo a Federação, esperava-se uma queda em 2016 de 6 à 7% das vendas em relação ao mesmo período do outro ano. “As medidas econômicas que não deram resultados causaram um desanimo com a economia por parte dos empreendedores. A população está mais contida nos gastos e nas contas”, conta o presidente do sindicato Eduardo Hervatin.
Apesar do índice menor se comparado ao Natal de 2015, este era um quadro que já era esperado pela maioria dos empresários, e serviu para confirmar aquilo que já era observado: o consumidor não deixou de comprar, mas adquiriu itens de menor valor. “Ele sabe que a economia está estagnada estes anos, e que a melhora será lenta. Então ele prefere não arriscar, com dívidas que não poderá saldar. Mas os comerciantes que se prepararam, mesmo vendendo menos, continuaram com seu negócio funcionando”, aponta José Mário Bozza Gazzetta, presidente da ACIL.