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Empreendedorismo

Há alguns anos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE tem feito pesquisas a fim de obter dados ligados ao empreendedorismo brasileiro para apresentar uma radiografia das empresas nacionais. Dessa forma, esse mercado se torna mais transparente, fácil de analisar e entender, principalmente para aqueles que desejam abrir seu próprio negócio, afinal dar o ponta pé inicial não é a parte mais difícil do processo, e sim saber administrar com competência para que a empresa se mantenha em pleno vapor em um mercado tão competitivo como no Brasil.
A pesquisa “Demografia das Empresas” realizada pelo IBGE tem sido aplicada desde 2008, e, segundo o gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP, em Piracicaba, Antonio Carlos de Aguiar Ribeiro, neste estudo, são analisados o número e a distribuição das empresas brasileiras, “bem como, as características básicas de sua estrutura produtiva (informações sobre os movimentos de entrada, de saída, crescimento e de sobrevivência das empresas)”. Ribeiro também afirma que essa “demografia” é muito importante, “pois apresenta a estrutura das empresas no País para os que formulam e implantam políticas públicas focadas no desenvolvimento de um ambiente favorável ao fortalecimento e à consolidação dos pequenos negócios”.


Gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP, em
Piracicaba, Antonio Carlos de Aguiar Ribeiro, fala sobre
os estudos realizados sobre a taxa de sobrevivência
das empresas brasileiras


Mesmo levantando dados sobre a taxa de sobrevivência de empreendimentos, o estudo não traz uma análise qualitativa dos fatores que levaram a um número crescente de empresas que se mantiveram ativas ou não nos períodos estudados. O último dado divulgado, no ano passado, por exemplo, indica que a sobrevivência dos negócios brasileiros aumentou em 2012, na comparação ano a ano, passando de 80,8% para 81,3%, a maior taxa desde o início da pesquisa. Porém, não levanta os motivos que levaram a esse resultado positivo, ou se ele permanecerá elevado nas próximas pesquisas. “Como o fechamento das empresas não possui uma causa única, não é possível fazer uma projeção, mas ainda sim contribui muito com a realidade econômica do País como fator externo de alto impacto, e o planejamento e capacidade de gestão do empreendedor como fator interno”, comenta o gerente.
O Sebrae-SP também realiza estudos semelhantes a fim de identificar e planejar ações que mostrem ao empreendedor como este pode melhorar suas chances de sucesso no mercado. “Para que ele possa se planejar mais, se preparar para atuar nesse mercado competitivo por meio de comportamento empreendedor e gestão empresarial”. São inúmeros os produtos e serviços que podem contribuir para a melhoria da gestão de negócios, “como foco na inovação e no dinamismo provocado pelo mercado corporativo”, explica Ribeiro. Dessa forma, o Escritório Regional do Sebrae-SP em Piracicaba, responsável pelo atendimento de empreendedores de 17 municípios da região, o que contabiliza 59.189 negócios formais, disponibiliza cursos, workshops, palestras e consultorias para os micro e pequenas empresários.

No Brasil, até o momento, estão em atividades mais de 4,808 milhões de MEIs, um número significativo num país como este, ou seja, os micro e pequenos empreendedores crescem a cada dia. Porém, para não se transformarem em uma taxa negativa de insucesso, é preciso planejar e adquirir conhecimentos das principais ferramentas de gestão administrativa e financeira, assim como, conhecer a fundo o mercado, setor, no qual está investindo: Tenho concorrentes? Quem são? Qual será meu diferencial? E por aí vai, pois quanto mais indagações e respostas tiver, mais preparado estará. “Também é preciso investir o tempo em preparação e treinamento, para ter planejamento e domínio, no mínimo, sobre as ferramentas de gestão financeira, como fluxo de caixa, capital de giro, precificação, demonstrativos de resultado econômico, entre outros. Além disso, sempre que possível procurar o Sebrae, que tem ótimos produtos para fortalecimento da gestão empresarial, além de oportunidade de mercado e acesso a tecnologia”, completa o gerente do Escritório Regional.