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Observatório Social do Brasil será implantado em Limeira

Cerca de 600 pessoas lotaram o salão social do Nosso Clube na noite do último dia 13 de outubro para prestigiar o evento de sensibilização para a implantação do Observatório Social (OS) em Limeira, coordenado pelo Observatório Social do Brasil (OSB), instituição não governamental, sem fins lucrativos, que utiliza metodologia padronizada para atuação de observadores no monitoramento dos gastos públicos municipais. É um espaço para o exercício da cidadania, democrático e apartidário, composto por cidadãos (observadores) que, voluntariamente, e sem qualquer vínculo com partidos políticos, transformam a indignação em atitude para evitar a má-gestão e a corrupção nos gastos públicos do município.

A Rede do Observatório Social do Brasil já está presente em 119 cidades, em 19 estados brasileiros. Em Limeira, estiveram presentes, o presidente Ney da Nóbrega Ribas e a Diretoria Executiva, Roni Enara. Ambos realizaram uma palestra sobre o projeto e sua atuação, citando vários exemplos e ressaltando, inclusive, que nos últimos três anos o Observatório Social do Brasil (OSB) obteve uma economia aos cofres públicos de 1,5 bilhões de reais. O próximo passo em Limeira será a realização de uma Assembleia, prevista para dezembro deste ano, para constituir formalmente os trabalhos. 

Marcelo Bianchi, diretor da ACIL e membro da comissão para a implantação do Observatório Social (OS), na cidade, falou sobre a importância do projeto e os benefícios que são obtidos nas cidades onde atuam. “O Observatório Social é um projeto apartidário, com o objetivo de resgatar a cidadania da população e a seriedade na gestão pública”, disse o empresário.

Seguindo quatro pilares, a rede do Observatório Social monitora desde a publicação do edital de compras pela Prefeitura até o controle de estoque. “O primeiro pilar é ligado à gestão pública. Todas as compras realizadas pela Prefeitura Municipal são observadas, monitoradas e auditadas, assim como a entrega desses itens. Para tanto, podemos utilizar a Rede do Observatório Social para comparativo das compras, preços e formatos das licitações para averiguar se eventualmente há vício ou não”, explicou Bianchi.

“O segundo pilar está vinculado ao compromisso de trazer para o ambiente de negócios empresas e microempresas da cidade para participarem de licitações, podendo inclusive ofertar seus produtos aos demais municípios já auditados por seus respectivos Observatórios Sociais, garantindo que integrarão um processo lícito”, falou o membro da OSB. O objetivo é incentivar que as empresas locais participem das licitações de Limeira, fomentando a economia local.

O terceiro pilar está relacionado à fiscalização da Câmara dos Vereadores a fim de acompanhar o trabalho feito por aqueles que foram eleitos pelo voto para representar a população, tais como a pauta de suas reivindicações, matérias de votações, gastos, presença em plenário e comissões. “É a oportunidade de avaliarmos se o desempenho do vereador está aderente aos anseios da sociedade”, comenta.

O quarto e último pilar está ligado à responsabilidade com a educação social. “Temos que contribuir com a educação fiscal da população com o objetivo de proporcionar o mínimo entendimento das responsabilidades de nossos governantes e transformá-los em agentes fiscais voluntários e com o tempo, fazer com que isto esteja no DNA da sociedade”, enaltece Bianchi. Segundo ele, o Observatório Social do Brasil trabalha para o cidadão e também junto às crianças, adolescentes e universitários, “para que possamos criar uma geração ética”, completou

Para o professor titular de Hidrologia e Recursos Hídricos da Unicamp, Dr. Abel Maia Genovez, a ideia de instalar um Observatório Social do Brasil em Limeira é ótima. “Apesar de ser algo um pouco complexo, que demanda muito trabalho, todos que estão envolvidos e apoiando a instalação do Observatório na cidade são excelentes e têm total capacidade e condições para que isso aconteça”, destacou o professor. Para ele é importante acreditar e também contribuir como cidadão para que a corrupção tenha fim. “Temos que começar pela gente. Cada um fazendo sua parte, como deve ser”, disse.

O vice-presidente da ACIL, José França Almirall, também prestigiou o evento e falou sobre o apoio da Associação Comercial e Industrial de Limeira à instalação do Observatório Social do Brasil (OSB) na cidade. “Temos que estar presentes em todas as ações que representem os interesses dos nossos associados. Por essa razão, é essencial estarmos aqui hoje para apoiarmos esse tipo de iniciativa e contribuir no que for possível para que ela prospere”. Almirall ainda destaca que essa, na verdade, é uma situação que representa não só a vontade do empresariado, mas de todo o País. “Nós tivemos uma adesão maciça hoje, não necessariamente de empreendedores, mas de muita gente da comunidade, que se mostra com interesse em participar de um projeto como este.”