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A Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0

A indústria é um dos segmentos que mais está em mudanças, sempre agregando novas tecnologias para seus processos de fabricação, a fim de aperfeiçoar o tempo e aumentar a sua produção. Com o seu surgimento através da Primeira Revolução Industrial, entre o final do século XVIII e o início do século XIX, em 2018 ela dá inicio a uma nova era: a da Indústria 4.0.

Esta nada mais é que uma nomeação para a Quarta Revolução Industrial, na qual a tecnologia é o seu principal fator. “Ela já é uma realidade e abrange várias tecnologias e soluções que se integram na organização da empresa, desde o chão de fábrica até o administrativo, e também na cadeia de fornecimento. Podemos citar como exemplos: Big Data, digitalização, inteligência artificial, robótica etc.”, conta Jairo Ribeiro Filho, diretor titular do CIESP/FIESP Limeira.

Vários setores já utilizam destas tecnologias em suas produções, como o automobilístico, o farmacêutico e o têxtil. “A Indústria 4.0 vai ganhar cada vez mais espaço e aqueles que pretendem manter-se no mercado, precisam entrar nessa corrida e implantar novas tecnologias e sistemas de produção enxuta, ou seja, é fundamental aderir a ela. Podemos esperar maior qualidade, produtividade e novas oportunidades, porém também há a necessidade de investimentos em tecnologia”, acrescenta o diretor titular.

Para não ficarem “atrasados”, o representante da CIESP ressalta que o empreendedor brasileiro deve começar a aperfeiçoar a sua equipe de colaboradores e até a si mesmo. “É importante salientar que não podemos ficar para trás, os empresários precisam se preparar, ter coragem e visão do futuro. Temos que investir em tecnologia de ponta e contar com profissionais qualificados e habilitados, principalmente que dominam sistemas e computadores, com grande conhecimento em programação”. Ele completa que a transformação será grande, várias profissões irão sumir e outras surgir com novas oportunidades.

Outro ponto importante que surge com a chegada desta nova Revolução Industrial, será a criação de novos modelos de negócios. Com um mercado cada vez mais concorrente e com clientes exigentes, muitas empresas já procuram agregar no produto as necessidades e preferências de cada consumidor. Mesmo que este seja um processo maior na manufatura, fábricas que estão liderando o mercado tendem a levar esta personalização individual em consideração.

De acordo com Ribeiro, a Alemanha já saiu à frente no que diz respeito a esta nova Revolução, mas a tendência é que ela ganhe força cada vez mais pelo mundo. “O Brasil demorou para assimilar a discussão da Indústria 4.0, que data de 2011 nos países desenvolvidos, e foi prejudicado pelo momento de crise econômica pelo qual passou, o que desviou a atenção para questões de curto prazo e conjunturais. Mas ainda há tempo para as empresas brasileiras se inserirem na Quarta Revolução Industrial”, finaliza.

Agora para o empreendedor brasileiro é apenas uma questão de tempo para que sua inserção neste mercado se torne uma necessidade. Para isso, ele pode contar com diversas entidades de aperfeiçoamento e representatividade de classe, como a ACIL e o CIESP, que desejam que este Dia da Indústria possa marcar o início do apogeu do mercado brasileiro.