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Câncer de mama: A importância do mastologista no diagnóstico precoce da doença

Com uma estimativa de 57.960 novos casos da doença previstos para 2016 - segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer -, o câncer de mama ainda é o mais comum entre as mulheres no mundo todo, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, sendo inclusive o que mais mata. E para promover a conscientização da população sobre a importância do autoexame e, principalmente, da necessidade das mulheres se consultarem regularmente com o mastologista, é realizado a campanha mundial “Outubro Rosa”, em que pessoas do mundo todo vestem o rosa para ressaltar a necessidade da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

“A partir dos 20 anos já é indicado fazer o autoexame uma vez por mês”, orienta a mastologista Alice Junqueira. Ela também recomenda que a primeira consulta com o mastologista deva ser feita a partir dos 25 anos. “Dessa forma, já podemos realizar um exame físico na paciente, além de ultrassom para averiguarmos se há algum nódulo, e a partir disso realizarmos seu acompanhamento. É importante frisar que fazer o autoexame ou a mamografia não elimina a necessidade de se consultar com o mastologista”, explica a médica.

Ter um nódulo no seio não necessariamente indica que há câncer, principalmente se o diagnóstico for feito em mulheres jovens. “Porém, se a paciente está indo pela primeira vez ao médico, já possuiu mais de 40 anos de idade, e um nódulo é encontrado, o médico fará um acompanhamento desse quadro, pois nessa idade não é normal surgirem nódulos novos”. 

Os nódulos podem ser benignos ou malignos, sendo que o primeiro tipo não necessita de tratamento, pois não faz mal nenhum para o organismo. Nestes casos, ao detectar um nódulo de característica benigna, o médico recomenda que seja feito um acompanhamento para averiguar sua evolução. “As principais diferenças entre um tipo de nódulo e outro é que o benigno geralmente é descrito como oval, com margem circunscrita e seu maior eixo é paralelo à pele. Já o nódulo suspeito para a malignidade tem como característica o formato irregular, margens que podem ser espiculadas ou indistintas, sem definição, e comumente são mais altos que largos. Porém, somente a biópsia pode comprovar se o nódulo realmente é maligno”, descreve Alice.

Quando os nódulos possuem características benignas é recomendado que a paciente faça um ultrassom a cada seis meses num período de dois anos pelo menos. Se neste intervalo de tempo ele se manter estável, o exame passa a ser anual. “Nos casos em que o câncer for comprovado, o tratamento é iniciado e pode variar de acordo com o paciente e estágio da doença. “Geralmente são radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e cirurgia com retirada total ou parcial da mama. Em situações em que o nódulo está muito grande e sua retirada não é recomendada, o paciente passa a fazer a quimioterapia para que a medicação aja no tumor de maneira que ele diminua ou até mesmo desapareça, viabilizando a cirurgia”, esclarece a mastologista. 

A cirurgia é feita mesmo quando o nódulo desaparece porque mesmo que não existam mais nódulos visíveis nos exames, a mama ainda pode conter pequenos focos de células cancerígenas que só podem ser vistas no microscópio. Por essa razão a cirurgia de retirada é essencial para que a cura seja alcançada, sendo fundamental também na prevenção do surgimento de novos nódulos. 

 

Grupo de risco

Todas as mulheres tem risco de ter câncer de mama, mas esse índice aumenta em mulheres com mais de 50 anos ou com histórico da doença na família, mas a doença não é restrita a esses grupos. Um dos fatores de risco para câncer de mama também inclui  mulheres que menstruaram muito cedo ou que possuem mais de 30 anos e ainda não engravidaram e amamentaram. “Quanto maior é o período de atividade menstrual, maior o risco. Já nos casos das mulheres que são mães depois dos 30 anos ou que não tiveram filhos também há risco, pois sua mama ainda não está madura e completamente desenvolvida. Assim, a chance de haver uma alteração celular genética é maior”, alerta a médica.
Para os casos onde há histórico familiar, o acompanhamento junto ao médico vai depender da idade do familiar mais próximo quando este foi diagnosticado com a doença. Por exemplo: se a mãe teve câncer de mama com 35 anos, as filhas devem iniciar a investigação aos 25 anos. “São 10 anos antes do parente mais próximo, mas não antes dos 25 anos.”

Estando ou não dentro de algum grupo de risco, toda mulher deve realizar o autoexame com frequência e, principalmente, ir ao mastologista para ter todo o apoio que o médico pode oferecer. “Além disso, manter uma dieta saudável aliada a uma rotina de exercícios diminui consideravelmente as chances de desenvolver o câncer de mama”, completa a mastologista Alice Junqueira.