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Prevenção é o melhor tratamento

Novembro é marcado pelo início da campanha Novembro Azul, que foi criado para a conscientização entre os homens sobre o câncer de próstata. Estigmatizada pela falta de informação e pela cultura de 2/3 dos brasileiros, estima-se que este ano 61.200 novos casos da doença tenham sido registrados, segundo dados do Instituto nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA).

A próstata é uma glândula localizada na região pélvica do homem, com o tamanho semelhante ao de uma noz.  Situada logo abaixo da bexiga e frente ao reto, ela é atravessada pelo canal da uretra, por onde a urina é eliminada. O urologista Dr. Fernando A. Pereira conta que nem todos os tumores da próstata podem matar. “Ele pode ser de um tipo menos agressivo, de crescimento lento e que não traz problemas. Porém, também pode ser mais grave, com risco de disseminação e complicações. Nem todos os casos são iguais, e este fato é utilizado pelo médico para definir qual a melhor forma de tratamento”, explica Pereira.

Homens que tem algum parente em primeiro grau com  câncer de próstata tem um risco maior de desenvolver a doença. Também observa-se uma chance maior na população negra, e há uma tendência crescente em associar a obesidade como fator de risco. “O tumor de próstata pode ser curado na grande maioria das vezes, dependendo do estágio em que se encontra. E mesmo quando um tratamento não é suficiente para se obter  a cura, a associação entre tratamentos oferece chances muito grandes de controle da doença”, acrescenta o médico.

Tratamento

Com o avanço da tecnologia surgiram novas formas de tratamento de várias moléstias, inclusive do câncer de próstata. Dependendo do estado da doença (que pode ser localizada, localmente avançada e avançada), da idade e das condições clínicas do paciente, o médico consegue definir a melhor forma de tratamento. 

Ao consultar um especialista, este irá indicar a forma mais eficiente para se combater o câncer. “Naqueles com a doença inicial localizada na próstata, incluem-se como opções a vigilância ativa (apenas acompanhar a evolução do quadro), a cirurgia (prostatectomia radical, ou seja, a retirada da próstata) e a radioterapia (externa ou braquiterapia). Nos casos de doença localmente avançada, cirurgia e a radioterapia são as opções objetivando a cura do paciente”, aponta o urologista. Ele também mostra que mesmo nos casos mais avançados, existem tratamentos com a intenção paliativa, através de terapia de bloqueio hormonal e quimioterapia, acompanhados ou não de uma cirurgia, para aliviar o fluxo urinário além de medicação para proteção dos ossos.

Prevenção

Muitos estudos tem se focado na identificação de alimentos que possam evitar o aparecimento do câncer de próstata. “A regra é na verdade muito simples: ter uma alimentação saudável priorizando frutas, verduras e legumes como parte essencial do cardápio; praticar atividade física regular; evitar o fumo e reduzir a ingestão de álcool estão entre estas simples recomendações”, diz Dr. Paulo.

A melhor forma de prevenção continua sendo o diagnóstico precoce da doença, que pode ser feito através da dosagem periódica de um exame de sangue (antígeno prostático específico – PSA), e do exame de toque retal que é indolor, rápido e instantâneo, realizado pelo urologista durante a consulta. “Ainda se encontra algum preconceito quanto ao exame. Por outro lado, quem hoje em dia não conhece no seu meio de convívio alguém que não tenha enfrentado problema relacionado ao câncer de próstata? Assim, devemos lembrar que doença não ocorre somente com os outros, e se não dermos o primeiro passo, não faremos diferença alguma”, finaliza o médico urologista.