Auxílio emergencial contribuiu para redução da inadimplência no 2º semestre de 2020

28/01/2021

Estudo feito pela Boa Vista SCPC constatou que a diferença entre os atrasos nos pagamentos feitos pelo consumidor geral e o beneficiado pelo auxílio teve queda significativa no período

O auxílio emergencial teve contribuição direta na queda dos pagamentos com vencimentos atrasados em mais de 15 dias em 2020, principalmente no segundo semestre, segundo estudo inédito da área de Indicadores Econômicos da Boa Vista SCPC. Foram comparados os atrasos acima de 15 dias entre os consumidores que receberam o auxílio, e o total de consumidores (beneficiados ou não).

Enquanto em abril de 2020 os atrasos acima de 15 dias chegaram a 25,8% entre beneficiados pelo auxílio e a 17,7% entre o consumidor geral – uma diferença de 8 pontos percentuais (p.p.) – em outubro do mesmo ano a diferença entre os dois foi reduzida para 2,7 p.p., com os atrasos entre beneficiados chegando a 18,3% e a 15,6% entre os consumidores em geral.

“Constatamos que o auxílio emergencial teve papel crucial nos pagamentos de dívidas dos consumidores. Com o consumo desacelerado por conta das medidas de isolamento e restrições ao comércio e a renda de parte das famílias auxiliada pelo benefício, o segundo semestre de 2020 teve queda nos atrasos de pagamentos entre os beneficiados pelo auxílio, cenário que pode voltar a mudar em 2021 com o fim deste auxílio”, explica Flavio Calife, economista da Boa Vista e responsável pelo levantamento.

Outra conclusão deste estudo é que parte dos recursos do auxílio emergencial colaborou para que as famílias pagassem dívidas bancárias, o que fez com que a recuperação de crédito não fosse tão prejudicada e a inadimplência se mantivesse controlada. Tanto que a taxa de inadimplência do consumidor deve encerrar o ano de 2020 próxima de 4,3% (inadimplência com recursos livres calculada pelo Banco Central), ou seja, numa queda de aproximadamente 14% em relação ao nível de dezembro de 2019, quando marcava 5,0%. Tal movimento, inclusive, foi acompanhado de perto pelo Indicador de Registros de Inadimplentes da Boa Vista, que no ano de 2020 apontou queda de 15,9% nos fluxos de novos registros. Para 2021, no entanto, a expectativa é de elevação em função do término, ou redução, do programa de auxílios emergenciais, bem como do prazo de carência das postergações que foram realizadas, sobretudo, no 2º trimestre do ano passado.

Débitos recuperados em Limeira

O impacto positivo do auxílio emergencial na economia das famílias brasileiras, já estava sendo refletido nos acordos de pagamento de débitos em Limeira, como foi percebido pela Central de Recuperação de Crédito (CRC) da Associação Comercial e Industrial de Limeira (ACIL), um serviço que realiza uma cobrança amigável e personalizada com alta taxa de retorno, efetivando o resgate de débitos de clientes inadimplentes.

Com o trabalho da CRC, em 2020 foram recuperados para o mercado limeirense R$ 599.365,93. “Isso é fruto do nosso intenso trabalho, já que entramos em contato com os consumidores e fazemos uma proposta para negociarem seus débitos. E o mais importante é que uma grande parte deles honram com estes acordos”, explica a coordenadora da Boa Vista SCPC da ACIL, Adriana Marrafon. No ano passado, foram realizados 2.649 acordos, que eram dívidas de mais de 200 empresas associadas que contrataram os serviços da recuperadora.

O empreendedor associado à ACIL que deseja contratar aos serviços da CRC deve solicitar o contrato de adesão, que pode ser retirado na Associação ou requerido através de suas consultoras. Mais informações sobre a Central de Recuperação de Crédito podem ser obtidas pelos telefones (19) 97141-7322 e 3404-4928, ou pelo e-mail crc@acillimeira.com.br.

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