Café da Manhã do Conhecimento da ACIL abordou a importância do respeito e inclusão com pessoas com TEA

28/04/2022 | 16:00h

Reconhecer e saber como interagir com uma pessoa com Transtorno de Espectro Autista (TEA) é essencial, seja para as relações pessoais ou profissionais. O Café da Manhã do Conhecimento, um evento gratuito do Conselho da Mulher Empreendedora (CME) da ACIL, recebeu a psicopedagoga Juliene Salles, que trouxe o tema “Como identificar e atender um cliente autista”.

Antes de abordar o tema, a especialista explicou o que é o TEA e como ele é diagnosticado. Por ser algo complexo, apenas um médico pode apontar se uma criança ou adulto possui algum nível de transtorno.

O diagnóstico

Assim como cada pessoa é diferente uma da outra, o autismo pode se manifestar de maneiras diferentes também. “Pode ser que uma tenha o transtorno apenas motor, enquanto outro apresenta na fala. Mas em alguns casos, como por exemplo os problemas encontrados na linguagem, podem ser apenas uma questão de estímulo do desenvolvimento e não de um espectro autista em si”, explicou a psicopedagoga.

Após o diagnóstico do TEA, esta pessoa precisa ser acompanhada por uma equipe médica de diferentes especialidades, para que cada um trabalhe uma necessidade deste indivíduo. Desta maneira, ele poderá se desenvolver de maneira mais saudável e feliz.

Existem alguns sinais que podem ser observados em pessoas e assim saber se possuem algum nível de transtorno, como dificuldade de interação social; problema de linguagem e expressão; alta sensibilidade no corpo e dos sentidos; dificuldade ou não entendimento sobre assuntos abstratos, como os sentimentos.

A importância da inclusão

Uma das questões mais importantes quando se fala do TEA, é o de fazer entender que a sociedade como um todo, precisa se adequar para receber e incluir estas pessoas. “Uma pessoa dentro do espectro vive em um mundo próprio. Porém a sua maior dificuldade surge na inclusão, quando alguns preconceitos surgem pela falta de informação das outras pessoas em como lidar com o TEA”, aponta Juliene.

Para garantir que estas pessoas recebam o tratamento adequado e inclusivo, diversas leis foram criadas estabelecendo direitos, assim como deveres que a sociedade deve cumprir. Alguns exemplos são a Lei Federal nº 13.977/2020 e o Decreto Municipal nº 351/2021 que estabelecem, entre outras coisas:

- A disponibilização da carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), que serve para facilitar a identificação e interação com as pessoas dentro do TEA;

- Atendimento prioritário em estabelecimentos comerciais;

- Vagas de estacionamento exclusivas;

- Passe gratuito no transporte público;

- Dedução e restituição do Imposto de Renda.

Com ou sem leis, o que deve prevalecer ao se interagir ou atender uma pessoa com TEA é o respeito. Elas sentem alegria, tristeza, amam e têm medos como qualquer outra, e é uma responsabilidade de comunidade acolhê-las da melhor forma possível.

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