COVID-19: mudanças de hábitos e readaptação dos negócios

28/07/2020

A crise do novo coronavírus afetou o mundo inteiro, principalmente a parte econômica com o isolamento social e a proibição de estabelecimentos atenderem o público, e com isso tanto profissionais quanto clientes precisaram se adaptar.

Em uma matéria publicada pela Veja, o Grupo Consumoteca divulgou uma pesquisa realizada com 2.000 pessoas, e analisou o modo como elas estão lidando com a atual realidade. Uma das observações feitas pelo estudo foi de que o brasileiro mudou seu modo de consumo, colocando um “pé no freio” devido às incertezas sobre o futuro.

Além de estar mais cauteloso nas compras, a maneira de realizá-las também mudou. Muitos empresários já sentem na pele que parte de seus clientes abraçaram totalmente as compras online, devido à comodidade. Por isso, os empreendedores precisaram implantar o e-commerce ou realizar o atendimento pelas redes sociais, para poderem sanar esta nova demanda.

Hobbies e novos negócios

O consumo de entretenimento e o desenvolvimento de habilidades e hobbies também se destacaram durante a quarentena. A maioria das pessoas aproveitou o período maior em casa para “se conhecer mais”, colocando em prática sonhos e desejos relacionados a arte, literatura e produção de coisas ao estilo “faça você mesmo”. É bem provável que este costume se estenda para além do período de isolamento, com as pessoas dedicando-se cada vez mais em atividades individuais e caseiras.

Inclusive muitos brasileiros estão transformando hobbies em uma forma de renda, construindo seus próprios negócios. Em uma entrevista cedida ao Estadão o consultor do Sebrae-SP, Wilson Borges, cita a pesquisadora Saras Sarasvathy e sua teoria chamada “effectuation”. “Essa forma de empreender envolve fazer o melhor que você pode com aquilo que você tem. Olhar para o seu conhecimento e para o que tem à disposição em casa. Faz parte da jornada empreendedora começar assim e isso se adapta a tempos de crise como esse”, diz o consultor. Mas ele ressalta que mesmo na necessidade, é preciso planejar e validar este negócio.

Home office

O tele trabalho e o home office também caíram no gosto do brasileiro, mesmo que esta modalidade não seja uma novidade. Em um artigo publicado por César Esperandio da UOL, muitas empresas deverão dar adeus aos escritórios e transferir todos seus colaboradores para o trabalho em casa. Apesar de exigir mais disciplina dos empregados, e também que o empregador forneça as condições para que ele exerça sua função a partir de sua residência, o retorno disso é muito mais significativo.

Além de não gastar tempo para se deslocar até o trabalho, há a economia com aluguel e demais gastos de uma sede de empresa. O conforto de poder trabalhar em casa levou a uma significativa melhora no desempenho e produtividade dos colaboradores. Segundo Esperandio, o que comprova isto é uma pesquisa da Navita, empresa de softwares corporativos, que apontou aumento do download de aplicativos de produtividade (189%) e de comunicação (251%).

Ainda é difícil saber como a humanidade irá se portar após esta crise, principalmente na área econômica. Portanto, o melhor é viver um dia de cada vez, planejando ações a curto e médio prazo (mas sempre de olho no futuro), de forma que elas possam ser moldadas conforme a necessidade e desenvolvimento de cada negócio.

Readaptação na prática

Muitas empresas de Limeira colocaram em prática diversas mudanças para poderem continuar os seus trabalhos de forma segura, mesmo aquelas que não fazem parte de setores considerados de risco como o comércio, mas que possuem consciência da importância das medidas impostas para a prevenção e contenção da COVID-19. A VJB Corretora de Seguros, por exemplo, sempre teve um intenso atendimento presencial, porém isso foi mudado por conta da pandemia.

“Logo no início das indicações para o distanciamento social, suspendemos o atendimento no escritório e nossa equipe foi dividida em turnos, todos utilizando máscaras de proteção. O álcool em gel foi inserido em todas as bancadas, fazemos a higienização de portas, maçanetas e também realizamos a ventilação do escritório. Toda a dinâmica de atendimento ao cliente foi modificada, intensificando o online”, explica Vinicius Barreto, que é sócio proprietário e corretor administrador de seguros da VJB.

As mudanças também foram aplicadas no modo como os processos são desenvolvidos dentro da empresa. Hoje, a seguradora possui um sistema de cálculo em que o cliente preenche as informações por um link, e recebe sua cotação de seguro em até uma hora, além da inserção de um sistema de assinatura digital, que pode ser feita até mesmo de um celular.

O maior desafio, segundo Barreto, foi adaptar os clientes com a nova cultura da empresa, e ferramentas como o WhatsApp e e-mail foram essenciais neste processo. “Nós estamos fazendo grandes esforços para conscientizar nossos segurados sobre a importância de seguir as recomendações dos órgãos competentes, levando muita informação através dos canais digitais e redes sociais. Temos certeza que uma população consciente de que o esforço em conjunto, com pensamento na preservação da vida de todos, é a melhor solução para esse grande desafio que estamos enfrentando”, completa o empresário.

 

tags: COVID-19, Coronavirus, Novos-Habitos, Novo-Normal, Pandemia

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