Impostômetro atingiu a marca de R$ 1 trilhão no início de julho

No dia 05 de julho o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingiu a marca de R$ 1 trilhão de arrecadação de impostos. A margem, porém, está com atraso em relação ao mesmo período de 2015, que atingiu o número seis dias antes, no dia 29 de junho. É a primeira vez desde 2007 que há este atraso.

Segundo a ACSP, a demora em atingir a casa do trilhão neste ano, pode estar relacionada à forte queda de arrecadação de impostos causada pela redução econômica do país. Apesar dos números, a associação não acredita que o aumento nos tributos seja a melhor saída para combater a atual crise.

Segundo o presidente da ACIL, José Mario Bozza Gaz­zetta, tudo o que está acontecendo é reflexo de algumas ações que foram tomadas no passado, na área econômica, que não visaram o aumento na produção e as diminuições de custos de produção, e sim apenas a arrecadação de impostos. “Em um país onde se tem uma resseção e desemprego profundo, não há uma economia saudável. Por isto este atraso de seis dias, é pequeno se comparado a economia atual”, explica o presidente.

Ao considerar a renda média dos brasileiros, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), em uma pesquisa encomendada pela própria associação de São Paulo, conclui que são necessários 153 dias de trabalho apenas para o pagamento de impostos. Em outras palavras, seria o mesmo que dizer que a população trabalhou desde o início do ano até o dia primeiro de julho somente para o pagamento de impostos.

Para Bozza Gazzetta, é equivocado achar que o aumento dos impostos aumentaria a arrecadação nos dias de hoje. “No passado, com a economia em alta você teria outro resultado. Hoje todas as empresas estão passando por dificuldades. O aumento de impostos agora seria mais negativo para todos, pois diminuiria ainda mais a atividade econômica do país”, acrescenta.

Muitos dos impostos pagos estão “invisíveis” ao contribuinte, embutidos em preços de produtos e serviços contratados. Os que possuem mais transparência e visibilidade são os de Imposto de Renda, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Deste R$ 1 trilhão de arrecadações, 37% foi arrecado pelos moradores do estado de São Paulo, seguido pelo Rio de Janeiro com 13,74%, Minas Gerais com 7,44% e Distrito Federal com 6,16%. Em relação à distribuição dos impostos recolhidos a União ficou com 59,63% do valor, os estados com 29,3% e por fim 11,07% foi destinado para os mais de 5.500 municípios do país.