Por que fazer um plano de carreira para definir as metas profissionais?

24/08/2020

Se antigamente a cultura brasileira era a estabilidade em um emprego, seja ele qual fosse, hoje as coisas mudaram um pouco de perspectiva. As novas gerações valorizam cada vez mais suas ambições e a carreira está inclusa nisso, o que faz com que muitos planejem seu futuro profissional desde cedo.

Este planejamento pode ser feito, por exemplo, através de um plano de carreira que nada mais é do que um programa de objetivos profissionais, e que pode ser tanto pessoal quanto empresarial. Com ele, uma pessoa consegue organizar sua trajetória ao entrar em uma empresa, sabendo aquilo que ela poderá realizar e até onde pode chegar; do mesmo jeito que o próprio empreendimento pode guiá-lo dentro das possibilidades que ele dispõe.

Pessoal

Quando utilizado de forma pessoal, o plano de carreira é construído pelo próprio indivíduo, projetando nele tudo aquilo que almeja alcançar profissionalmente. Neste caso, é comum que a pessoa tenha em mente algumas questões que a ajudarão a trilhar seu caminho e os objetivos a serem alcançados.

O seu criador deve pensar em uma “linha de chegada”, que pode ser um cargo dentro de uma empresa ou a estabilidade e aprimoramento dentro de uma profissão. A partir disso, ir destacando cada etapa que deve concluir para chegar até ela, como um curso superior, experiência em determinada área, criação de uma empresa, aperfeiçoamento de técnicas e habilidades etc.

Porém como qualquer outra coisa na vida, este plano pode ser alterado com o passar dos anos para se adequar melhor à fatores externos, assim como a troca de aspirações para o futuro. Entender a situação atual em que se encontra e o que se deseja é essencial para a construção deste plano.

Empresarial

O plano de carreira empresarial difere um pouco do anterior, isso porque um dos seus usos mais comuns é o de reter profissionais promissores, dando oportunidade para aqueles que desejam se destacar e crescer dentro de um negócio. Ele normalmente é utilizado em empresas que costumam ter um planejamento a longo prazo, o que permite a elas estabelecer claramente o papel que cada colaborador tem em seus processos, construindo degraus para que ele possa crescer dentro do empreendimento.

Para isso, o estabelecimento deve deixar claro os critérios que o seu funcionário deve cumprir para poder ascender ao cargo. Formação profissional, competências e metas, por exemplo, podem ser alguns dos objetivos que o colaborador deve cumprir, além é claro dele desejar isto, pois pode acontecer de um colaborador estar confortável dentro do espaço que ocupa na empresa e não querer qualquer mudança no momento (e tudo bem se isso acontecer).

O portal Endeavour em parceria com o Sebrae, apresentou duas formas de estruturação de planos de carreira dentro das empresas, que diferem um pouco da mais comum que é mais “linear” (onde o colaborador apenas sobe de hierarquia): a do tipo Y e a W.

O plano em Y segue a lógica baseada no formato da letra, onde o colaborador ao se desenvolver dentro da empresa encontra dois caminhos que podem ser seguidos. Ele tem a opção, por exemplo, de se projetar na carreira como especialista em determinada área, ou assumindo algum papel de gestão dentro do processo. Já o em W segue a mesma lógica do anterior, porém acrescentando uma terceira opção, que seria a de um cargo misto entre os dois primeiros (algo muito comum em empresas do ramo tecnológico, por exemplo).

Sem plano de carreira

Os empreendimentos que, por algum motivo, não podem dispor de um plano de carreira, podem utilizar de outras estratégias para manter seus colaboradores engajados e assim “fisgar” aqueles que mais se destacam. A primeira coisa a fazer é saber escutar o que o funcionário almeja para seu futuro, dentro ou até mesmo fora da empresa.

Sabendo os objetivos e ambições dos colaboradores, é possível estabelecer incentivos e metas que sejam benéficas tanto para a empresa quanto para ele, como promoções, projetos mais desafiadores, bolsas de estudo, desenvolvimento de serviços ou produtos indicados por eles, entre outras coisas. Além disso, um bom gestor que conhece seus funcionários é capaz de identificar aqueles que sejam promissores dentro dos negócios, ou que talvez possam se desenvolver de forma mais efetiva em outro cargo ou ramo de atuação.

Por fim, o plano é apenas uma das diversas ferramentas que podem auxiliar na comunicação e construção de um relacionamento benéfico entre a empresa e seus colaboradores. Ambos são essenciais não apenas para o desenvolvimento pessoal, mas também para o crescimento e aperfeiçoamento organizacional de um negócio.

 

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