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Câncer de próstata: é hora de quebrar este tabu

Novembro é o mês de uma das mais importantes campanhas de prevenção ao câncer: o Novembro Azul. O câncer de próstata é o segundo tipo que mais atinge homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele. O quadro de óbitos tem reduzido com o passar dos anos, porém o caminho ainda é longo.

O câncer de próstata assim como outros tumores, consiste no crescimento descontrolado dos tecidos de um órgão. “Se não for tratado, pode trazer complicações muito graves, incluindo o óbito. Nos últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer, em 2016 foram relatados aproximadamente 60 mil casos novos por ano”, conta o médico urologista Fernando Pereira.

O diagnóstico é feito de forma simples, através do exame de toque retal em conjunto com o Antígeno Prostático Específico (PSA). “Este deve ser feito por todos os homens a partir dos 50 anos. Aqueles que possuem parentes de primeiro grau com câncer de próstata, são da raça negra e que estão obesos, pertencem a um grupo de risco maior. Para estes últimos recomenda-se iniciar esta avaliação a partir dos 45 anos”, explica o médico. Caso identificado, para tumores localizados, o tratamento é feito através da remoção completa da próstata ou radioterapia. “Outras formas de tratamento existem para outras condições, devendo ser discutidas de maneira individual com o urologista”, acrescenta o médico.

Apesar do aumento do número de casos diagnosticados precocemente, ainda é grande a quantia de homens que não realizam os exames para identificação do câncer de próstata. “O homem ainda apresenta resistência a realizar uma visita com caráter de rotina ao médico, apesar do exame de toque ser realizado em poucos segundos e ser muito menos invasivo se comparado com o exame ginecológico”, aponta o urologista.

Ele ressalta que se o diagnóstico precoce for feito, as chances de cura são superiores a 90% em até 10 anos após seu surgimento. “Não se recomenda a realização somente do exame de sangue, pois por volta de 20% dos tumores malignos da próstata com identificação pelo toque podem ter o PSA normal; e desta forma, o diagnóstico precoce perde seu valor”, finaliza Pereira.