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Em visita a região presidente da Abimaq defende mudanças na política do Brasil

Esteve presente em Piracicaba, na quarta-feira, 8, o presidente nacional da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Carlos Pastoriza, que além de promover um encontro com lideranças empresariais da região, também concedeu entrevista coletiva, da qual participaram os novos dirigentes da Sede Regional de Piracicaba, como os industriais de Limeira Valter Furlan e José Antonio Basso.

Na ocasião Pastoriza comentou sobre a atual situação em que se encontra o setor de indústrias de máquina e equipamentos brasileiro que passa por momentos econômicos difíceis. “As vendas de equipamentos para o mercado interno de janeiro a agosto deste ano tiveram uma queda de 32% em relação ao mesmo período de 2013, que já havia sido um ano ruim”, afirma o presidente que ainda complementa que o segmento já sofre há três anos consecutivos com a queda de faturamento.

Para ele há uma janela curta para que esse quadro seja revertido, sendo necessário uma correção de rumo. Além disso, com a posse do presidente da República no dia 1º de janeiro do próximo ano, é primordial que comecem a ser analisadas e praticadas as chamadas reformas estruturantes. “Reconhecemos que são politicamente difíceis, e por essa razão os políticos brasileiros as ‘empurram com a barriga’ há anos. Mas agora chegou o momento de tomar uma atitude para diminuir o custo Brasil, que hoje é um dos principais problemas enfrentados”, defende Pastoriza. Ele explica que a reforma política diminuiria drasticamente o número de partidos e de ministérios e com isso abriria espaço para que uma nova economia de gastos fosse iniciada, “que precisa vir acompanhada também de outras reformas, como a da previdência, que atualmente é o maior rombo da Receita Federal”.

O presidente da ACIL e diretor regional da Abimaq, Valter Furlan comparou o processo de desindustrialização enfrentado pelo Brasil, que já é sentido na região, como em Limeira, onde o setor de máquinas operatrizes não vive um bom momento, com o que já aconteceu na Argentina. “Nossos vizinhos sofrem com isso já há alguns anos, talvez eles tenham acordado para o problema, porém um pouco tarde, com praticamente todas as indústrias fechadas”. Segundo o diretor regional, houve abertura geral para importação, mas agora o governo implantou um grande nível de proteção para a entrada de produtos no país na tentativa de proteger seu parque fabril nacional, “porém as indústrias nacionais não estão preparadas, sendo assim, houve praticamente uma paralisação de muitos setores, principalmente dos ligados a construção”