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Impostos já abocanharam R$ 100 bilhões do contribuinte

Decorridos apenas quinze dias desde o começo do ano e  o Impostômetro da ACSP - Associação Comercial de São Paulo – já revela como será o apetite do fisco em 2015. O painel eletrônico registrou no dia 16 de
janeiro, por volta das 13 horas, R$ 100 bilhões. O montante representa a quantidade de impostos,taxas e contribuições pagaspelos brasileiros do dia primeirode janeiro até então.Rogério Amato, presidente da
ACSP e da Facesp – Federaçãodas Associações Comerciais do Estado de São Paulo -, critica oaumento da arrecadação por meio da elevação da carga tributária.Segundo ele, o fortalecimento da economia deveria ser
a fonte para aumentar os caixas do governo. “A expectativa é de que a carga tributária cresça apenasem função da inflação e da elevação do PIB (Produto Interno Bruto). Sem aumento de impostos”, diz Amato.O começo do ano é um período no qual as famílias mais sentem o peso da carga tributária.Além da taxa de licenciamento de veículos, nessa época há os gastosextras com material escolar. Um estudo do IBPT (Instituto Brasileiro
de Planejamento e Tributação) mostra que os pais entregarão ao Leão 47,49% do valor parapor uma caneta. Este porcentual representa a carga tributária incidente sobre este produto. Da maneira similar, do preço
de uma régua, 44,65% são tributos. No caso do apontador,da borracha e da agenda, 43,19%. No uniforme escolar, os tributos incidentes representam 34,67% do preço final do item. Aumento tributário No dia 19 de janeiro, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou aumento tributário sobre combustíveis, produtos importados e, também, sobre operações de crédito. A expectativa da equipe econômica é arrecadar R$ 20,6 bilhões neste
ano com as alterações. Para o presidente da ACIL, Valter Furlan, o Governo não tem outra maneira de adquirir mais dinheiro, é só aumentando os impostos. “Precisamos lutar agora para que o Brasil volte produzir
aqui, porém com a taxa do dólar baixa, é difícil prevalecer e privilegiar a indústria brasileira que sofre com as importações”, fala.


Valter Furlan, presidente da ACIL, afirma que a luta
agora é para que o Brasil volte a consumir os
produtos produzidos aqui e importar menos